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Ensino em Geografia - Iniciação à Prática Profissional II

23.09.22

1ª Sessão de Iniciação à Prática Profissional II


publicado por Patrícia Anjos

Olá a todos!!

Espero que tenham tido umas boas férias!! 

Volto novamente aqui para falar com vocês sobre a continuação deste meu percurso enquanto estudante do Mestrado em Ensino de Geografia. 

Desta vez, venho aqui para vos abordar temas retratados nas aulas de Iniciação à Prática Profissional II. Deixarei no fim do post o link do blog de Iniciação à Prática Profissional I para poderem conhecer o início deste meu percurso e compreenderem a continuidade que vos vou escrevendo neste presente blog. 

Esta primeira sessão foi online, a meu pedido e dos meus colegas, pois grande parte de nós não se encontrava ainda em Lisboa.

O professor começou então por falar connosco sobre o nosso estágio, abordando alguns parâmetros que são fundamentais. Apesar de o professor nos ter já referido num mail, reforçou a ideia de que, neste semestre, teremos de lecionar 6 aulas de 90 minutos, ou um total de aulas que perfaça 540 minutos. Para além da lecionação destas aulas, antes das mesmas, teremos ainda de observar aulas do/a professor/a cooperante, durante cerca de 2 semanas. 

Foi-nos solicitado pelo professor um Plano Individual de Formação, plano este, que apesar de ser feito agora, pode ser alterado a qualquer momento, consoante as necessidades que tenhamos. Este plano, para além de ser como uma planificação para nós enquanto estagiários, mas também é uma orientação para ambos os professores que nos acompanham (tanto na universidade como na escola). Este plano é importante, pois tem presente:

  • Quantas reuniões participaremos e qual o propósito de cada uma delas;
  • Quando observaremos as aulas dos/as professores/as cooperantes;
  • Quando lecionaremos;
  • Que atividades podemos e participaremos na escola;
  • Se existe alguma visita de estudo planeada;
  • Entre outros pontos que consideremos pertinentes.

Ainda em termos de reuniões, o professor Sérgio reforçou ainda a necessidade e a importância de "acompanharmos" o/a diretor/a de turma, em termos de assuntos tratados por ele/a, que reuniões existem, etc. Ou seja, conhecer um pouco o papel dos/as diretores/as de turma, pois quando começarmos a exercer a docência, pode-nos ser destinado este papel.

Um ponto muito essencial, e que na minha opinião faz-nos criar um laço tanto com a escola como com os alunos, é participar em atividades na escola. Atividades quer seja em exposições de trabalhos dos alunos, passeios/visitas que possam ter, jogos que sejam desenvolvidos, etc. 

Numa reunião inicial com a professora Ana Mendes, demonstrei-lhe de imediato a minha vontade de planear e executar com os alunos uma visita de estudo no último semestre do meu mestrado. No entanto, visto a importância que o professor Sérgio atribui a este tipo de atividades, iremos ainda tentar planear outra visita de estudo, já para este semestre, nem que seja, por exemplo, a um museu (nesta altura do ano o tempo já começa a ficar um pouco incerto para se poder fazer passeios na rua), faltando apenas decidir em que altura a efetuaremos.

Um aspeto muito positivo, é que no nosso relatório final de estágio, que será realizado em Iniciação à Prática Profissional III (IPPIII), podemos englobar atividades e experiências que realizámos com os alunos em Iniciação à Prática Profissional II (IPPII). Ou seja, o facto de podermos englobar várias atividades no relatório, permite-nos que este fique ainda mais enriquecido.

Se bem se recordam, no semestre passado, eu vinha aqui desabafar convosco a minha experiência a estagiar numa escola básica e numa escola secundária. Foi ótimo e enriquecedor termos tido a experiência de lecionar em dois ciclos de ensino totalmente diferentes, tanto em termos de alunos como de conteúdos a lecionar. Neste presente semestre, temos então de escolher apenas uma das escolas, apenas um dos ciclos de ensino. Para mim, a continuação deste meu estágio, será realizado na Escola Secundária Rainha Dona Leonor, a lecionar Geografia A a uma turma do 11º ano. 

Um aspeto que devemos ter em consideração no nosso relatório de estágio, ainda antes de abordarmos as aulas observadas e as lecionadas, é a caracterização da turma. É necessário fazer uma caracterização mais aprofundada, tentar caracterizar cada um dos alunos: como se comportam na sala de aula, se são conversadores ou calados, se são participativos, como é o comportamento nas visitas de estudo, nas atividades propostas, como são as notas das fichas de trabalho e dos testes, se são assíduos e pontuais, etc.

Para enriquecermos esta caracterização da turma e dos alunos, podemos ainda efetuar um pequeno inquérito aos alunos, no início do ano letivo, ou antes, de lecionarmos as nossas aulas, para conhecermos um pouco mais sobre eles: se gostam e costumam viajar, se gostam de ler, qual a disciplina que gostam mais e a que gostam menos, o que mais gostam de fazer nos tempos livres, o que querem fazer quando terminarem o secundário, etc.

Depois de estes pontos estarem bem esclarecidos, o professor Sérgio Claudino, falou então com cada um de nós para saber que turma iremos lecionar e em que escola, assim como se já assistimos a alguma reunião (ou quando assistiremos). Tanto eu, como a grande maior parte dos meus colegas, já sabemos com que turma vamos ficar no estágio, sendo que a maioria escolherá lecionar no secundário, o que impressionou um pouco o professor, pois ele diz que, normalmente, costumam escolher mais o básico. Pois bem, nós estamos aqui para surpreender! 

De seguida, o professor partilhou connosco a ficha da disciplina, onde estavam presentes os temas que vão ser abordados nas aulas (os objetivos) e as componentes de avaliação. O professor realçou, que vai tentar com que em algumas aulas, venham colegas nossos, com mais experiência, contar-nos o seu percurso até agora enquanto docente. Foi-nos ainda informado que o professor Sérgio irá já neste semestre, assistir a uma das nossas aulas nas escolas! Desejem-nos sorte para que corra tudo bem!! 

Em termos de avaliação desta unidade curricular (IPPII), esta será centrada:

  • No nosso relatório e na observação do professor - 55%
  • Na nota do/a professor/a cooperante - 25%
  • No blog (que vocês estão agora a ler ) - 20%

E, eis que do nada, o professor diz à minha colega Simone, que só agora soube que ela não era portuguesa. Com grande espanto, ela afirma que é. E qual foi a justificação da Simone? Que os pais dela assim como os restantes antecedentes são todos portugueses e porque ela fala português.

Ora e foi a partir desta "conversa" que o professor introduziu os conteúdos que queria abordar nesta sessão de IPPII.

Segundo (por exemplo) Alexandre Herculano (1810-1877 -- escritor, historiador e jornalista português), há três elementos que "dão vida" à identidade nacional de um país, do cidadão: 

IPPII - 1.jpg

Estes elementos, traduzem o porquê de sermos portugueses, de possuirmos a nacionalidade/naturalidade portuguesa. 

Pegando no primeiro elemento que referi anteriormente, antigamente quem é que era o principal elemento de identificação nacional (no antigo regime)? Pois muito bem, era o Rei. Essa mesma autoridade era concedida por Deus, pois o Rei tinha uma autoridade divina, sendo por esse mesmo motivo que este se encontrava acima do clero, da burguesia, etc. 

Apesar desta importância dada aos/às reis/rainhas, é importante salientar que a maioria dos discursos feitos por estes publicamente, são todos planeados e escritos pelo governo desse mesmo país, e não pela monarquia. Salientando a situação de Portugal, nos últimos anos onde existiu reinado, o papel do Rei era apenas de uma figura simbólica, não tendo tanta autoridade nem poder. 

No decorrer dos anos, com o surgimento das revoluções liberais, surgiu um problema: a necessidade de conferir identidade aos portugueses, de diferenciar este nosso povo com os restantes.

Em relação ao segundo elemento, a Língua, como todos sabem, em Portugal apenas há um idioma, o português. No entanto, nem em todo o país se fala o mesmo "tipo" de português. Em certos locais do nosso país há dialetos locais, principalmente no Norte do país (ex: mirandês), onde utilizam muito o calão, sendo uma razoável parte dessa população com uma reduzida escolarização. No entanto, tem-se tentado "contrariar" estes dialetos, ao tentar que estes populares falem o "português padrão", iniciando estas tentativas através dos mais jovens nas escolas. 

Por fim, mas não menos importante, o último elemento, o território. Tanto de bom que o nosso território português tem, desde o extenso litoral até às lindas paisagens do interior.

Espero não me ter alongado muito e que tenham gostado deste primeiro post relativo à primeira sessão de IPPII.

Já sabem o que vou escrever por fim, o famoso sumário da sessão:

- A Simone é portuguesa porque nasceu cá (território/geografia), os pais são de cá (história/antepassados) e quando abre a boca fala português (idioma).

Não se vão já embora que volto rapidinho com mais um post para vocês!

 

Link dos restantes blogs para espreitarem: 

blogipp1ensinogeografia.blogs.sapo.pt

blogdidaticadageografia.blogs.sapo.pt